Com 2 bilhões de usuários em todo o mundo e com uma plataforma de publicidade bem desenvolvida, o Facebook foi além das funções de uma típica rede de relacionamentos para se transformar também em um canal de negócios. Além das empresas possuírem páginas próprias pelas quais interagem mais diretamente com seus públicos, os anúncios mais segmentados também se tornaram uma ferramenta sólida.

Messenger

A rede anunciou recentemente que está disponibilizando o espaço do Messenger, aplicativo utilizado por cerca de 1,2 bilhão de pessoas, para que também receba anúncios na página inicial. Alguns testes já foram realizados desde o começo do ano em países como Austrália e Tailândia, mas o primeiro país a receber esses anúncios são os Estados Unidos. A tendência é que outros países também comecem, gradativamente, a ter peças publicitárias exibidas no bate-papo a partir de agosto.

O Facebook já vinha, há tempos, sofrendo pressão de anunciantes para que abrisse novos espaços com finalidade publicitária e o Messenger era um local que ainda não havia sido ocupado por conteúdo do tipo.

Formatos

Incialmente, pelo menos, os anúncios a serem exibidos no Messenger são apenas extensões das peças já existentes no Facebook e no Instagram, consistindo em imagens estáticas ou em carrossel. Vídeos poderão ser utilizados futuramente, mas não nessa primeira fase.

Os anúncios serão aplicados na página inicial do aplicativo, no local onde são exibidas as pessoas que estão online. O lugar é estratégico, especialmente para impactar o público jovem.

Equilíbrio

Ao mesmo tempo em que as empresas pressionam o Facebook em busca de mais espaços publicitários, a rede de Mark Zuckerberg também se preocupa em garantir que os anúncios não poluam o site e não atrapalhem a experiência visual de seus usuários. A empresa havia informado que não poderia mais incluir tanto conteúdo publicitário no feed. Espera-se que a abertura desse novo espaço no Messenger solucione a questão.

O Facebook é bastante cauteloso com relação à qualidade e à quantidade de publicidade a ser exibida. Além de priorizar conteúdos visualizáveis na própria plataforma em comparação com postagens com links externos, a rede também procura restringir a ação de usuários que diariamente publicam quantidades excessivas de conteúdo do tipo.

Também são punidos os títulos caça-cliques, informações inverídicas ou não apuradas devidamente, sensacionalismo, links problemáticos, dentre outras publicações de baixa qualidade. A ideia é manter o feed atraente aos usuários do Facebook, com conteúdo confiável e relevante, combatendo o spam.