Percebe-se, já há um certo tempo, que as maneiras de abordar o público para fazer publicidade têm mudado, especialmente com o crescimento do universo digital. Segundo o Economist Intelligence Unit, 80% do conteúdo consumido no mundo será digital até 2020. No passado, essa comunicação era baseada em promoção, ou seja, na divulgação constante de produtos, serviços e preços; nada além disso. Ao identificar que todos os anunciantes agiam da mesma forma e que grande parte desse tipo de mensagem era ignorada pelo público, as marcas perceberam que era preciso mudar a estratégia.

Diante dessa realidade, a comunicação publicitária reduziu o seu teor promocional e passou a investir cada vez mais na produção de conteúdo. É mais interessante e impactante para o consumidor oferecer dicas de viagem do que ficar simplesmente anunciando o preço X do destino Y, por exemplo. Não se pode esquecer, no entanto, que o conteúdo precisa ser relevante, isto é, estar relacionado à área de atuação da empresa e ser de interesse do público em potencial.

Conhecimento do público

Antes de qualquer outra coisa, você precisa conhecer o público ao qual você se dirigirá o mais profundamente possível. É necessário que você saiba quais são seus interesses, necessidades, desejos e tudo aquilo que esse cliente consome. Conhecendo essas pessoas, você conseguirá tomar as decisões estratégicas de maneira mais assertiva, incluindo os temas, canais de comunicação e estilo de linguagem.

Seleção de canais

As empresas frequentemente acreditam que uma boa estratégia digital envolve marcar presença em diversas plataformas, o que nem sempre é benéfico. O meio digital oferece diversas possibilidades de estabelecer contato com o público, mas investir em uma rede que não é utilizada por seu target é perda de tempo e de dinheiro.

Ao escolher os canais, as empresas precisam estar atentas à estratégia adotada, ao tipo de relacionamento que desejam construir com seus clientes e aos resultados esperados. A comunicação via Facebook ou Instagram, por exemplo, tende a ser mais informal e interativa. No LinkedIn, em contrapartida, é preciso adotar um tom mais formal, voltado ao meio corporativo. Os blogs devem mostrar conteúdos mais extensos e especializados, ao mesmo tempo em que o e-mail marketing é indicado para conteúdos mais personalizados, como notícias, lançamentos e dicas.

Esses diferentes canais podem ser combinados para a criação de uma estratégia mais completa, que acompanha o cliente em suas diferentes fases de relacionamento com a marca.

Temática e Linguagem

Na hora de definir o conteúdo, é óbvio que você não vai deixar de ressaltar os produtos, serviços, promoções, além das próprias informações da empresa, como missão, visão, valores e história. Além desses temas, é interessante pesquisar o que há de novo na área, notícias do mercado, lançamentos, dicas de utilização dos produtos, datas comemorativas, entre outros.

Há conteúdos que são apropriados para mais de uma mídia, mas é preciso que a linguagem seja adaptada, respeitando as características próprias de cada meio. A redação no meio digital deve ser, em linhas gerais, leve e fluída, evitando vocabulário muito complexo. Os parágrafos devem ser mais curtos e os textos precisam ser divididos em subtópicos que auxiliam o entendimento e a organização das ideias. Explore as imagens e construa um layout criativo e atraente. A criação de uma linguagem própria, de fácil reconhecimento pelo público-alvo, pode ser uma boa estratégia de fidelização.