As estatísticas referentes ao e-commerce seguem positivas. Segundo estudo publicado pela Ebit, o setor segue em crescimento, comprovando que a crise socioeconômica do país já está ficando para trás, ao menos no comércio eletrônico.

Faturamento

Segundo a pesquisa, o e-commerce faturou R$21 bilhões no primeiro semestre de 2017, configurando um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período em 2016. O número de pedidos aumentou em 3,9%, ultrapassando a barreira dos 50 milhões pela primeira vez. Quem também registrou alta foi o ticket-médio, passando de R$403 no ano passado para R$418 neste ano, um crescimento de 3,5%.

Com o passar do tempo, o consumidor passa a se habituar com as compras online, diminuindo a resistência existente, sobretudo por medo e insegurança de realizar transações pela internet. Como prova dessa confiança, a quantidade de e-consumidores, aqueles que fizeram pelo menos uma compra em e-commerce, cresceu 10,3% no primeiro semestre de 2017, atingindo a marca de 25,5 milhões.

Superando a crise

No primeiro semestre de 2016, o Brasil passava pelo pior momento da crise econômica. Pela primeira vez, ocorreu uma retração na quantidade de pedidos (1,8%). Os dados novos sugerem que esse momento ficou para trás e que a economia do país começa a dar sinais de reação e recuperação.

Deflação

Segundo o estudo, esse momento de recuperação econômica produz uma consequência positiva, que é a deflação. Dessa forma, o preço dos artigos comercializados na internet registrou queda de 5,38% nos últimos doze meses, segundo o índice FIPE Buscapé. Esse fator pode ter sido uma das causas mais importantes para os bons resultados registrados.

Setores em alta

De acordo com a pesquisa, o setor de telefonia registrou o maior crescimento no faturamento em e-commerce, com uma taxa de 22,3%. Em seguida, aparecem os setores de eletrodomésticos (18,8%) e eletrônicos (9,6%).

Já nas estatísticas de pedidos, quem registra a maior alta é o segmento de moda e acessórios, com 14,8%. A seguir, aparecem os setores de saúde, cosméticos e perfumaria, com 12,2%, e casa e decoração, com 10,6%.

Um aspecto interessante ressaltado pela pesquisa é que os dispositivos móveis têm adquirido cada vez mais importância para o e-commerce. O mobile foi responsável por 24,6% das vendas no período, registrando um crescimento de 35,9%.

Projeções futuras

Para o segundo semestre, a Ebit estima um crescimento de 12% a 15%, em boa parte impulsionado por importantes datas para o comércio, como o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal.