Ao contrário dos últimos anos, em que o Brasil encontrava-se em situação delicada, sobretudo do ponto de vista econômico, as expectativas do comércio para este Natal são positivas. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que as vendas aumentarão em 4,3% em relação ao mesmo período no ano passado. Um pouco mais otimista, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP) prevê aumento de 5%.

Os últimos natais não foram tão favoráveis ao comércio. Em 2016, o setor passou por um queda de 5% nas transações e em 2014, o aumento registrado foi de apenas 1,8%. Dessa forma, o Natal de 2017 promete ser um momento de recuperação em comparação com os natais recentes. Especialistas afirmam que esta ligeira melhora tem a ver com o restabelecimento da economia.

Causas

As boas expectativas em relação às vendas de Natal têm sido associadas principalmente ao aumento nas demandas da indústria, verificado ao longo do ano. Destaca-se nesse meio a produção de itens eletrônicos, que registrou altas consideráveis em 2017. As próprias expectativas dos lojistas também seguem em alta, e eles já estão tomando medidas para conseguir dar conta dessa aumento na procura por seus produtos e serviços.

E-commerce segue em alta

Enquanto o varejo físico se recupera, o comércio eletrônico continua registrando crescimento. O consumidor está cada vez mais inclinado a comprar aquilo de que precisa por meio da internet, que oferece muito mais comodidade, especialmente porque as lojas físicas são bastante tumultuadas nesta época do ano. A expectativa é de que, pela primeira vez, o e-commerce brasileiro supere as compras nos shoppings. Esse dado é relevante não só pelo uso dos computadores, mas também pela popularização dos dispositivos móveis na população.

Pesquisas de marketing também indicam que boa parte dos consumidores acessa a internet para pesquisar produtos e comparar preços, ainda que depois se dirija às lojas físicas para realizar a compra. Isso leva à conclusão de que o crescimento do e-commerce, registrado a cada ano no Brasil, deve levar em consideração cada etapa da jornada do consumidor, desde aquele que ainda não sabe bem o que deseja até quem está tomando a decisão final.

Competências necessárias

O desenvolvimento desse tipo de comércio no país se reflete na mudança de comportamento do brasileiro ao incluir a internet em sua jornada de consumo. Por conta disso, cada empresa precisa investir na criação de sites completos e acessíveis a diferentes dispositivos, na otimização SEO (que melhora o posicionamento orgânico em sites de busca, aumentando a visibilidade da marca) e em outras estratégias de performance. Por fim, é preciso estar sempre atento às novidades do ramo, conhecer profundamente o mercado (público e concorrência) e estar pronto para receber um número cada vez maior de acessos de pessoas com necessidades diferenciadas.