O e-commerce faturou uma quantia de aproximadamente R$ 2,1 bilhões na Black Friday desta edição. Em comparação com os resultados obtidos no evento no ano passado, que renderam aproximadamente R$ 1,9 bilhão, foi verificada uma alta de 10,3%.

Sucesso no Brasil

Esta foi a sétima edição da Black Friday, surgida nos Estados Unidos, em território nacional. Vale lembrar que, no início, as primeiras edições do evento foram marcadas por denúncias constantes de empresas que “maquiavam” as promoções, elevando os preços dos produtos alguns dias antes da sexta-feira, para dar a impressão de que os descontos oferecidos eram maiores.

Essas práticas foram reduzidas e, de fato, os descontos oferecidos nas edições mais recentes foram mais atraentes. Prova disso é que o valor do tíquete médio caiu 3,1%, o que indica preços mais baixos. Porém, a estratégia se mostrou bastante eficiente, no sentido de que o volume de pedidos cresceu 14% em comparação com o ano anterior. Foram promoções mais agressivas, com descontos maiores, que, em compensação, atraíram uma parcela maior de consumidores.

O poder do mobile

Acompanhando a evolução do mercado nacional, as compras via mobile também registraram crescimento muito expressivo. Quase 30% das compras foram efetuadas com dispositivos móveis, lembrando que, em 2013, esse valor era de apenas 4,4%.

A explicação para o fato é a popularização dos dispositivos móveis entre o público brasileiro, especialmente por conta da propagação do acesso à internet via 3G e 4G no território nacional.

Categorias de destaque

No meio de tantas transações realizadas durante o evento, sempre há determinadas categorias de produtos que obtêm maior destaque. As que obtiveram maior share de pedidos foram: eletrodomésticos (16%), moda e acessórios (12%), telefonia e celulares (12%), perfumaria e cosméticos/ saúde (10%) e casa e decoração (9%).

Com relação ao faturamento, no entanto, a classificação é um pouco diferente: seguem na frente os eletrodomésticos (23%), seguidos por telefonia e celulares (21%), eletrônicos (17%), informática (10%) e casa e decoração (6%).

Método de Pesquisa

Os estudos foram realizados pela Ebit, que alterou a metodologia empregada. Ao invés de levar em consideração apenas a sexta-feira (data oficial da Black Friday, como o nome do evento sugere), os desempenhos obtidos pelas empresas na quinta-feira também foram contabilizados. No mercado brasileiro, muitas marcas procuraram antecipar os descontos, de modo que foi registrado um pico de vendas entre as 18h e as 00h na véspera do evento.

No meio dessas “adaptações” brasileiras, algumas empresas, inclusive, apostaram numa espécie de “Black November”, oferecendo descontos por praticamente todo o mês, não só na Black Friday.