Pela primeira vez, até o final do ano, os investimentos em publicidade digital móvel superarão os destinados aos desktops. São nítidos os avanços nos dispositivos móveis, que têm sido cada vez mais utilizados. No entanto, juntamente com esses avanços, aparecem fraudes que reiniciam os sistemas dos celulares, produzindo tráfego fraudulento. A empresa AppsFlyer estima que esse tipo de fraude possa custar um valor entre US$1,1 bilhão e US$1,3 bilhão aos anunciantes anualmente.

Os dispositivos móveis, sejam eles smartphones ou tablets, possuem um ID, que é um código que identifica cada aparelho e permite aos anunciantes medir os impactos de suas ações de marketing e comunicação. O ID também detecta fraudes e protege cada dispositivo.

De acordo com a AppsFlyer, o Brasil já conta com as melhores soluções tecnológicas para publicidade móvel. Entretanto, ao mesmo tempo em que a tecnologia avança, as fraudes também parecem acompanhar o ritmo. Para cada tipo de precificação de campanha, surge uma fraude correspondente:

Fraude por Clique

São ações fraudulentas que produzem cliques falsos. Usuários reais adquirem o app por meio orgânico, mas, por alguma razão, essa aquisição do app é contabilizada como decorrente de anúncio, gerando precificação aos anunciantes.

Fraude por Impressão

Nesse tipo de fraude, os banners dos anúncios aparecem empilhados uns sobre os outros, impossibilitando a sua visualização ao usuários. Entretanto, mesmo que o anúncio não tenha sido visto, a visualização é contabilizada, produzindo cobrança acerca dessa impressão.

Fraude por download e instalação

O download dos aplicativos é autorizado por robôs, que clicam nos anúncios e, em segundos, instalam e desinstalam os apps. O objetivo da ação é contabilizar esse download nos resultados da campanha, gerando cobrança ao anunciante.

Prevenção

O mercado de publicidade móvel segue em fase de amadurecimento no Brasil. Por esse motivo, é preciso garantir confiança nesse setor. Os setores de tecnologia da informação devem estar atentos às possíveis fraudes e as campanhas precisam de relatórios transparentes. Essa mesma transparência deve ser exigida dos colaboradores e redes, que devem redefinir seus dispositivos e analisar os dados para identificarem o quão expostos estão às fraudes.

Além disso, é necessário que o setor esteja atento à descoberta de novos modelos de fraude, de modo que os anunciantes consigam obter meios de se defender diante dessas ameaças, combatendo-as e eliminando-as, tão logo apareçam.