O YouTube, plataforma de distribuição digital de vídeos, se popularizou em seus doze anos de existência. A diversidade de conteúdo disponível no site impressiona, já que é possível acessar videoclipes, filmes, tutoriais, gravações caseiras, conteúdo televisivo, videoaulas, transmissões ao vivo, entre outros. A acessibilidade dos vídeos também é uma importante característica da plataforma, pois o conteúdo pode ser disponibilizado tanto no desktop quanto no mobile, sem qualquer problema, além da possibilidade de esse conteúdo se tornar viral por conta da reprodução em outros sites, blogs e redes sociais.

Comprado pelo Google em 2006, a rede tem mais de um bilhão de usuários, sendo que, atualmente, mais da metade das visualizações ocorre via mobile. Esse alcance global em fácil acesso tornou-se um prato cheio para qualquer anunciante – veja dicas de SEO para o YouTube. A empresa, no entanto, anunciou recentemente modificações em sua política de monetização, além de estabelecer que tipos de conteúdo são classificados como inapropriados para publicidade.

Em maio, o YouTube havia comunicado que vinha sendo pressionado por anunciantes sobre o destino de seus investimentos e sobre flutuações na receita. A empresa respondeu que estava ajustando o sistema de anúncios por meio da aplicação de controles de segurança para que os anunciantes se sentissem mais confiantes e as receitas continuassem a fluir a longo prazo.

Advertiser friendly

Para deixar claro que tipo de conteúdo é considerado “advertiser friendly” (adequado para anúncios), a empresa estabeleceu três grupos de vídeos que não serão monetizados, por serem considerados inapropriados. O primeiro grupo engloba qualquer vídeo que promova discriminação ou humilhação de pessoas pelos mais diversificados motivos: origens, etnias, crenças, religiões, deficiências, faixas etárias, identidades de gênero e orientações sexuais.

Um segundo grupo que não pode ser monetizado consiste em vídeos que apresentem personagens de forma inadequada, como por exemplo, situações de violência ou sexo envolvendo personagens do universo infantil. Por fim, não serão aceitos quaisquer vídeos de situações degradantes ou de humilhação. O objetivo da empresa é criar um ambiente mais seguro para as marcas, de modo que seus anúncios sejam exibidos somente em conteúdos que elas considerem adequados.

Cursos

Com base em todas essas modificações, a empresa passará a fornecer cursos específicos para produtores de conteúdo acerca das novas regras. A ideia é que essas diretrizes permitam que os produtores de conteúdo e de anúncios tomem decisões corretas e criem histórias inspiradoras, sem ofender ninguém, o que seria prejudicial ao YouTube a às empresas que o utilizam para fins publicitários.

Segundo o VP de Product Management do YouTube, Ariel Bardin, milhares de atualizações foram implementadas na plataforma para que a confiança dos anunciantes fosse recuperada, o que de fato ocorreu. Muitos anunciantes retomaram suas campanhas, gerando receita. Segundo Bardin, a colaboração entre a rede e os parceiros de publicidade tem o objetivo de manter o YouTube como um ecossistema positivo e lucrativo.